SERÁ QUE O SEU CHEFE SABE DO QUE VOCÊ PRECISA?

10 abr

Em muitas situações, é comum ouvirmos subordinados reclamando de seus superiores.

Porém, sabe-se que toda questão tem dois lados, duas verdades. A do subordinado e a do superior. Para que a empresa chegue ao sucesso basta que as duas verdades se combinem e se equilibrem.

Parece fácil, como uma fórmula matemática, porém por que, na prática, a engrenagem não acontece desta forma?

Segue uma dica para que essa harmonia chegue mais tranquilamente: o gestor poderá utilizar-se da teoria de Liderança Situacional, publicada por Hershey e Blanchard, em 1986.  

Segundo a mesma, cada funcionário tem nível de maturidade diferenciado para cada tipo de tarefa exigidas pelo cargo ocupado. E cada nível de maturidade, necessita de uma interação com foco personalizado do gestor.

Por exemplo, quando o funcionário assume um determinado cargo e lhe é solicitada uma tarefa, o superior precisa acompanhá-lo, ensiná-lo e orientá-lo, como a um “bebê” naquele assunto, pois  o mesmo não conhece o fluxo de realização, não tem modelos anteriores, não pode medir os riscos do que realiza. A esse estágio, dá-se o nome de DIREÇÃO (controle).

O próximo nível de maturidade do funcionário, assemelha-se ao de uma criança pequena, que já tem algumas referências das tarefas, porém têm muito a aprender. Necessita de TREINAMENTO, acompanhamento, maior número de informações, aconselhamento e de ter destacados seus pontos fortes a fim de desenvolver seu potencial de forma mais estruturada.

No estágio seguinte, a maturidade está mais consolidada, sendo necessário o gestor para APOIO, reforçando positivamente as ações realizadas com êxito, acrescentando outras tarefas e incluindo as dinâmicas de 1º e 2º estágios ás mesmas, incrementando sempre o nível de desafio para o subordinado, tendo o exemplo de um adolescente a desenvolver-se.

O último estágio, de maturidade absoluta, requer o estilo de DIREÇÃO pelo gestor, quando o funcionário está “pronto” para receber demandas e cumpri-las, baseado em tudo o que vivenciou anteriormente, como um adulto, para quem o risco de errar é menor que para os estágios anteriores.

É importante entender que esta responsabilidade de diagnosticar a necessidade de cada funcionário não deve ser exclusiva do líder, mas de ambos, sendo que, em alguns casos, quando o superior não tem conhecimento desta estrutura, o próprio subordinado poderá guiá-lo, com comentários tais como “preciso de orientação nesta tarefa, pois não conheço os fluxos”, ou “para esta demanda, já  temos o referencial do que realizei antes, preciso apenas que me diga se é dessa forma que devo agir”.

Assim, a matemática para somar visão do subordinado + visão do superior torna-se processo lógico e claro, resultando em melhorias no ambiente de trabalho e provisionando lucros maiores para as organizações.

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